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Escrito por Terra Cabinda   
Terça, 31 Dezembro 2013 03:17

COMUNICAÇÃO

 

O ano 2013 chega ao seu término e começa-se um novo ano 2014. Muitos acontecimentos foram registados no ano findo, que requer reflexão dos Cabindas, sobre o calvário do nosso Povo. A máquina repressiva do MPLA transformou Cabinda em território sitiado onde todos temem falar com outros por desconfiança devido a onda de traições sustentadas pelos petrodólares, que não muda em nada o estatuto de dominado e subjugado dos protagonistas dessas traições.

 

O Povo de Cabinda acredita e espera por uma solução pacifica que privilegie o diálogo sem imposições e manipulações, e reafirma que o silêncio imposto pela ponta da espingarda não significa aceitação da dominação e neocolonização angolana sobre os Cabindas. A prova é o facto de que todo Cabinda que não adere à manipulação, corrupção e traição promovidos pelo regime do MPLA é tido como indivíduo perigoso e adverso aos intentos de Luanda e como tal alistado de morte, prisão, tortura, perseguição ou vida vigiada e infernizada pelos serviços secretos e forças repressivas do regime do MPLA.

 

Enquanto os angolanos celebram a quadra festiva em paz, os Cabindas continuam sufocados e a passar pela pior repressão que se podia imaginar da parte do governo do MPLA que lutou com armas na mão contra tais práticas colonialistas perpetradas pelos portugueses contra o povo angolano. Importa sublinhar que, a intelectualidade angolana e a sociedade civil angolana deverão adequar-se ao nível da sua responsabilidade e do humanismo, e ecoar as suas vozes para condenar e promover soluções alternativas à guerra e às repressões resumidas em perseguições, prisões arbitrárias, torturas, assassinatos, execuções sumárias, humilhações e todas práticas deploráveis a que o povo de Cabinda está sujeito dentro e fora do território de Cabinda perpetradas pelo regime do MPLA em nome dos angolanos.

 

Caros irmãos e compatriotas Cabindas,

 

O ano 2014 será o ano para relançar a confiança primeiro entre os Cabindas não comprometidos com o regime do MPLA que continuam a resistir quer no interior como na diáspora para juntos promover com todos Cabindas o entendimento que impulsione a continuação da procura de uma solução dignificante à questão de Cabinda. O silêncio é a pior forma de se estar na luta pela busca de soluções dignificantes com um neocolonialista que não poupa esforços nem pondera riscos de desgaste da sua própria imagem no contexto regional e internacional quando se trata de reprimir e amordaçar as justas reivindicações do Povo Cabinda.

 

Sim, a nova geração foi traída por alguns indivíduos que diziam ser os representantes da causa Cabindesa; Porem, isto não é razão para aceitar-se o inaceitável. Devemos e podemos criticar as falhas e erros cometidos pelos diferentes indivíduos e líderes da Revolução Cabindesa, contanto que não nos esqueçamos de nos questionarmos cada um a si próprio sobre a contribuição pessoal que faz em prol da libertação da Nação Cabindesa.Criticar as falhas do outro é bom e fácil de fazer, mas engajar-se e propor alternativas é melhor e dignificante, porque é mais importante. Dizia o Presidente dos Estados Unidos da América J.F.Kennedy “...não pergunta o que a nação pode fazer para ti, mas pergunta o que podes fazer para a nação...” Este deverá ser o espírito que vai guiar os cabindas neste ano 2014 porque é imperativo entendermos que nenhum estrangeiro virá libertar Cabinda, ainda que o queiram, sem o concurso dos próprios Cabindas.

 

O Fórum Liberal para Emancipação de Cabinda acredita que Cabinda, do Miconje ao Yema e de  Massabi ao Zenze do Lukula, não é propriedade de ninguém ou de um grupo de associados para que seja hipotecado por brigas intestinais; - porque é pertença de todos os Cabindas incluindo os seus descendentes do porvir.

 

O momento que vivemos é de sacrifícios para a dignificação do Homem Cabinda e não da procura de benefícios pessoais. Não se coloca a charrua a frente dos bois porque não conseguirão mover a parte nenhuma. Lembremo-nos do sofrimento infligido ao nosso Povo e daqueles que deram as suas vidas por este Povo - os nossos mártires, dos mutilados e de todos aqueles que estando vivos mas não vivem porque tornaram-se caça das forças repressivas do regime do MPLA e de outros negados de viver na sua terra - Cabinda, porque incomodam o regime ocupacional e neocolonialista do MPLA.

 

Viva o Povo de Cabinda - Pátria Unida Vencerá.

 

TERRACABINDA

 

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Actualizado em Sábado, 31 Maio 2014 17:42
 

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