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Escrito por Terra Cabinda   
Sábado, 19 Janeiro 2013 23:02

O sofrimento do Povo de Cabinda

Não é pela esperança de algo que se vê ou se apalpa, nem por qualquer ganho económico-financeiro pessoal, ou qualquer honra individual que um cabindense pode receber. É apenas pela esperança de realizar os seus direitos humanos e direitos dos povos que os Cabindenses suportam todas as atrocidades de que são vítima. Assim sendo, é tempo para que a Comunidade Internacional e todas as personalidades com influência na arena internacional de compreender que Cabinda só apreciará a liberdade e perspectivará a dignidade e florescerá quando as aspirações do seu povo serão tomadas em consideração e a questão de Cabinda tratada com honestidade e sem humilhação, intimidação, corrupção, perseguição, assassinatos, astúcias ou nenhum tipo de caça às bruxas como o governo de Angola o faz até agora, com total desrespeito dos valores humanos defendidos em outras partes pelas Potências Mundiais - então, porquê a excepção em Cabinda?



Uma nova abordagem no tratamento da questão de Cabinda é também exigida de todos os cabindenses, não importa quem você é; o que você faz e onde você está, porque isto é sobre o destino do povo de Cabinda, não um ego pessoal. Igualmente, o povo angolano que lutou contra o colonialismo português, por ter compreendido que era mau para a sua emancipação, não devia suportar nenhum governo angolano que actua de tal maneira por qualquer razão que fosse e devia levantar as suas vozes para parar todas as barbaridades que vão acontecendo em Cabinda e contra os refugiados cabindenses residentes nos países vizinhos de Cabinda perpetrado em nome de Angola pelo regime do MPLA – um regime que subjuga um outro povo africano em pleno século XXl.



A Comunidade Internacional representada pelas Nações Unidas (ONU) encabeçadas pelas potências mundiais com assentos permanentes no Conselho de Segurança da ONU (EUA, Reino Unido, França, China e Rússia, e adicionando a estes a Alemanha) têm a responsabilidade global como superpotências e devem entender que os Cabindas são vítimas do seu silêncio porque sabem, sem dúvidas, quão desumano os Cabindas são tratados pelo governo angolano e preferem não atacar a origem do problema para o resolver. Isto dá ao governo angolano o sentido torcido de que as potências mundiais concordam com os seus métodos bárbaros em troca da preservação dos seus interesses, que os Cabindas acreditam em nenhum momento foi posto e nunca estará em perigo em Cabinda ou mesmo em Angola ou qualquer parte do mundo por fazer o que é de direito e esperado da Comunidade Internacional representada pela ONU e pelas Potências Mundiais.



O Povo de Cabinda acredita numa possível solução pacífica da questão de Cabinda e não vê necessidade nenhuma de o governo angolano continuar com o uso da força e a violação sistemática dos direitos humanos em Cabinda, que traumatiza a Nação Cabindesa, e apenas expõe a crueldade do regime do MPLA, que está longe de ser a fórmula ideal para a solução definitiva da questão de Cabinda. Assim, chamamos a atenção do governo angolano de rever a sua actuação em Cabinda que o coloca numa posição inconfortável por não ter entendido e colaborado no desejo de paz genuína, liberdade e solução duradoira que os Cabindas clamam - preferindo enveredar pela vã tentativa de fabricar soluções com pessoas que procuram vantagens pessoais e não podem garantir o que prometem sob imposição do governo angolano.



A Comunidade Internacional já deu tempo excessivo a Angola para que encontrasse uma solução pacífica à questão de Cabinda e agora está claro que os métodos bárbaros utilizados pelo regime angolano já não podem ser aceite nesta era global moderna, em que a democracia é promovida em todo o mundo para uma governação global bem-sucedida. Por conseguinte, a solução da questão de Cabinda torna-se um desafio para a Comunidade Internacional visando promover os valores humanos em Cabinda, uma vez reconhecido  como 39º Estado no processo para a total descolonização da África quando este processo ainda estava em curso. Por esta e outras razões, Cabinda está intitulada à autodeterminação e acredita-se que a ONU e as Potências Mundiais têm o dever e os meios para assegurar que isso aconteça pacificamente.



Para o Povo de Cabinda que há muito vem pagando um preço altíssimo pelo seu direito à liberdade e à autodeterminação exortamos nunca abdicar dos seus direitos só porque alguém escolheurenunciar por livre arbítrio ou sob pressão do governo angolano o que antes disse ser correcto em troca de algumas migalhas de pão que recebe do regime do MPLA para aumentar no seu jugo.      A intensidade do futuro sofrimento dos Cabindas depende do grau da sua resistência pacífica no presente momento, e o Mundo está nos observando.



O Fórum Liberal para a Emancipação de Cabinda acredita e tem fé na actuação pragmática dos Cabindas para que 2013 possa ser o ano do começo de uma nova abordagem para a solução pacífica da questão de Cabinda. “Longa Vida a Cabinda”.

Actualizado em Domingo, 30 Junho 2013 10:23
 

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