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Escrito por Terra Cabinda   
Sexta, 16 Novembro 2012 20:51

Cabinda, pós-eleições angolanas de 2012

 

O Governo do MPLA saído das eleições de 2012 tenta confundir a opinião angolana e internacional que o problema de Cabinda está resolvido, já faz parte do passado, ao mesmo tempo que propagandeia a sua vitória forjada nas urnas em Cabinda sobre um povo feito refém no seu próprio território.

De recordar que os Cabindas lutam pela sua autodeterminação, e não para uma mudança de regime politico em Angola. O Manifesto Politico Cabindês remonta dos anos 1950 e reconhecido nos anos 1960, isto é, muito antes do início da luta de libertação de Angola contra o colonialismo português e da existência de Angola como estado independente. Salienta-se que nunca houve qualquer união de facto ou legal, negociada ou caucionada, de livre vontade entre cabindas e angolanos.

A OUA (actual União Africana) acordou e aprovou com o respaldo das Nações Unidas o ‘Mapa para a Total Descolonização da África’, no qual Cabinda é classificado 39º Estado e Angola 35º Estado, ambos intitulados à independência de forma separada. Isto está documentado e do conhecimento de todos (Cabinda, Angola e Comunidade Internacional). Lamenta-se o facto de a política belicista praticada pela Angola na Bacia do Congo e noutras regiões do continente africano esteja a intimidar a União Africana, as Nações Unidas e até reconhecidas e respeitadas vozes defensoras dos Direitos Humanos e dos Povos sobre o calvário do Povo de Cabinda.

O problema de Cabinda não é algo interno de Angola. Ele envolve uma dimensão internacional e, por isso, a solução do mesmo requer o envolvimento da Comunidade Internacional.

Durante as eleições angolanas de 2012, o MPLA, como sempre, coagiu os trabalhadores do sector público e do sector petrolífero a participar nas eleições angolanas sob ameaças de perda de emprego caso não obedecessem. Porém, mais uma vez, a maturidade política do povo de Cabinda não permitiu a distorção dos princípios que norteiam a CAUSA CABINDESA e respondeu com uma resistência massiva aos intentos de Angola.

“De notar que muitos respeitados intelectuais e activistas cívicos angolanos têm exprimido o seu descontentamento pela forma como o governo do MPLA lida com a questão de Cabinda.”

‘Para o MPLA, neutralizar a resistência armada cabindesa e implantar um clima de sufoco político, económico e social no território de Cabinda sempre foi, é, e continuará a ser a opção preferida para a solução da questão de Cabinda’.

Deste modo, o Povo de Cabinda não crê que o governo do MPLA saído das recentes eleições angolanas de 2012 venha ser diferente dos governos precedentes, porque são as mesmas pessoas com a mesma linguagem, os mesmos métodos de acção, as mesmas atitudes e o mesmo comportamento de sempre, que lhes distância do essencial que pode levar à solução do problema de Cabinda.

O Fórum Liberal para a Emancipação de Cabinda acredita numa possível solução política que dignifique o Povo de Cabinda, Angola e a própria Comunidade Internacional porque não existe conflito criado por razões militares para que se aceite uma solução militar como o fim do mesmo.  Os conflitos sempre foram o resultado de políticas mal direccionadas e mal geridas; nesta óptica é que se circunscreve também o conflito de Cabinda.

Ainda que Angola se autoproclame vitorioso no campo militar e a Comunidade Internacional não reage de momento por cálculos próprios, a verdade é que o Governo de Angola que se sente na veste de vencedor deverá entender que essa vitória lhe impõe responsabilidades adicionais, dentre elas, o acerto dos efeitos causados pelo conflito em Cabinda, e isso implica a solução política das causas do conflito.

Nisso, os Cabindas provarão a coerência da Comunidade Internacional que deverá tudo fazer para interpelar o Governo de Angola porque existem problemas sérios, no território de Cabinda, em termos de violação dos direitos humanos, direitos políticos e associativos, privação das liberdades individuais, de expressão e de movimento, bem como questões ligadas ao pluralismo social: a coexistência pacífica e reconhecimento e aceitação dos povos em conformidade às suas identidades, que os Cabindas se vêm desprovidos no contexto angolano;  Estes são valores defendidos universalmente pela Comunidade Internacional e esperamos que sejam também defendidos em Cabinda.

 

Actualizado em Domingo, 20 Janeiro 2013 00:02
 

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