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As Eleições Angolanas de 2012 Serão a Solução para Cabinda? PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Terra Cabinda   
Domingo, 01 Julho 2012 12:11

As Eleições Angolanas de 2012 Serão a Solução para Cabinda?


Eleição é um processo pelo qual numa sociedade normal as pessoas fazem a escolha ou nomeação de candidatos, representantes ou de partidos por meio do voto.


O uso das eleições no mundo actual tem origem no século XVII, com o surgimento de governos representativos na Europa e na América do Norte. Elas são utilizadas tanto para escolher um representante quanto para decidir sobre diversas questões.


O conceito de eleição implica que os eleitores sejam contemplados com alternativas e que possam escolher livremente uma entre várias propostas ou diferentes representantes disponíveis para resolver determinados problemas sociais.


As próximas eleições gerais angolanas terão lugar num período em que os Cabindas vivem a maior repressão política desde a anexação de Cabinda em 1975.


A intimidação e o medo semeado pelos serviços de defesa e segurança de Angola não mudou o pensamento dos Cabindas que entendem melhor do que nunca que as eleições angolanas são insignificantes para Cabinda.


Nas eleições anteriores, o Governo do MPLA transportou eleitores congoleses para Cabinda na vã tentativa de enganar os observadores internacionais de que os Cabindas participam activamente e livremente na vida política de Angola.


Este comportamento confirmou, mais uma vez, o desinteresse de Angola em resolver o problema de Cabinda com seriedade e com base no Direito dos Povos. A astúcia do MPLA de camuflar a realidade em Cabinda já ė do conhecimento dos observadores atentos à questão Cabindense.


Recorda-se que quando os Angolanos reivindicavam o seu direito à autodeterminação, o ditador António de Oliveira Salazar insistia que Angola era parte inalienável de Portugal até ao fim do seu reinado. Hoje, o Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos e o seu governo dizem que Cabinda é parte indivisível e inalienável de Angola. Mas de que divisão falam os governantes angolanos?


Deus completou a sua obra e os Cabindas não têm nada que dividir com Angola. Há, sim, um problema por resolver.

 

António de Oliveira Salazar e José Eduardo dos Santos têm muito em comum dentre tantos o pensamento excêntrico e a opção pelas armas como solução para os diferendos políticos.


Nas democracias representativas as eleições realizam-se periodicamente e com calendário definido; servem não só para escolher um líder, mas também para manter no cargo representantes que tenham exercido o mandato de forma satisfatório para os seus eleitores, e nas vésperas das eleições os candidatos e os partidos expõem as suas plataformas políticas, suas realizações e/ou intenções para o futuro. Esse período serve também para que a sociedade discuta publicamente soluções para os seus problemas e permitir-se uma interacção activa entre a elite política que governa, ou aspira governar, e a sociedade.


Ora, esse quadro não existe e é impensável em Cabinda, então, questiona-se porquê devem os Cabindas votar e o quê que esperam dessas eleições se as suas reivindicações não são tidas em conta pelo ocupante e nem há sinal de flexibilidade para o sofrimento que é infligido aos Cabindas ante a apatia da oposição angolana, que só se recorda falar de Cabinda para fins eleitoralistas?


Todos partidos políticos angolanos dão respaldo ao exercício da política colonial em Cabinda, isto é de exercer domínio sobre o território e da pilhagem dos seus recursos naturais para o suposto desenvolvimento de Angola sem se preocupar com as legítimas aspirações dos Cabindas.


Realça-se que nestas eleições de 2012 a oposição política angolana apresenta-se mais debilitada que em 2008 quando o MPLA conseguiu a tal misteriosa vitória de 80% de votos do eleitorado.


Isso é prenúncio de que nada mudará em Angola e por conseguinte em Cabinda como resultado das eleições de 2012. Portanto, a visão falaciosa de votar pelos cabindas que militam nos partidos angolanos constitui um erro político, que premeia as intenções do regime angolano, porque esses cabindas não são candidatos de uma força política cabindesa que encarna as aspirações do povo e do eleitorado de Cabinda.


Os cabindas que militam nos partidos angolanos são sujeitos a uma disciplina partidária das famílias políticas angolanas que representam e, por isso, longe de ser a solução para Cabinda. Eles estão nesses partidos por vontade própria e interesses pessoais, porque Cabinda, na verdade, não tem espaço no mosaico político angolano.


Os Cabindas não lutam por uma alternância do poder em Angola, mas pela emancipação da Nação Cabindesa. Os Cabindas não devem primeiro libertar Angola dos seus antidemocratas para que Cabinda possa usufruir dos seus direitos; porque os angolanos não libertaram primeiro Portugal dos seus dictadores para que este reconhecesse os direitos dos angolanos.


A atenção do Povo de Cabinda não deve desviar-se das suas legítimas aspirações porque só quando forem equacionadas com seriedade e transparência é que os Cabindas se sentirão dignificados, por isso, o Fórum Liberal para a Emancipação de Cabinda exorta ao Povo de Cabinda a não ser parte de um processo eleitoral angolano que não contempla a essência das suas reivindicações.





Actualizado em Sábado, 27 Setembro 2014 22:27
 

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