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Escrito por Terra Cabinda   
Segunda, 30 Abril 2012 21:21

 

O Sufoco Económico de Cabinda.

A situação económica tornou-se tão crítica em Cabinda a ponto do regime em Luanda considerar os seus arquitetos e executantes, sobretudo, o atual Governador de Cabinda como cientista em materia de repressão porque com essa arma e o terror institucionalizado em Cabinda compulsa os menos esclarecidos a pensar que perante tal sufoco a única saída ou solução pessoal é agradar o ocupante, Angola, lançando-se cada um contra o seu próximo e contra o seu próprio povo, traindo as suas legítimas aspirações, a troco de alguns petrodólares que, mesmo assim, não lhes garantem o conforto e abastança pessoal cobiçados.

Esses irmãos esquecem-se que são cabindas e pouco importa o que fazem a favor do ocupante, Angola, nunca serão parte deles de facto; senão como meros instrumentos.

No entanto, o povo de Cabinda está impedido de usufruir dos direitos consagrados na Carta Magna das Nações Unidas, enquanto perdurar o atual status quo caracterizado pela ocupação angolana, protagonizada pelo MPLA.

O regime em Angola delineou uma politica económica que visa sufocar Cabinda que está sendo materializada com rigor, e, inclui a descapitalização do empresariado local com o avolumar da divida publica; recrutamento e transferência de empresas angolanas ligadas aos homens do regime do MPLA para Cabinda para beneficiar de contratos, sem concursos públicos, em detrimento das empresas locais dos autóctones.

É também parte dessa politica de sufoco a Cabinda o retardamento crónico da construção de um porto em águas profundas no território.

As anunciadas obras de reparação da ponte cais de Cabinda para barcos de pequeno porte, a cargo de uma companhia chinesa, não passam de uma cosmética para ludibriar a opinião pública.

Se balancearmos o peso económico de Cabinda e a sua contribuição para a economia de Angola que ocupa o território entender-se-ia que, com os custos da construção de um porto em águas profundas que minimizariam as carências crónicas que Cabinda suporta e os elevados custos das importações que encarece a vida das populações, seria uma mais-valia porque também beneficiaria, em termos logísticos, as multinacionais que operam em Cabinda.

Porém, a ótica privilegiada pelo regime de Angola é de sufocar os cabindas, por isso, nem as multinacionais presentes em Cabinda podem pensar num ato de beneficência que contemplasse um projeto portuário para o povo de Cabinda.

Realça-se que a inexistência de um porto adequado no território de Cabinda, embora exista um plano de construção do porto em águas profundas elaborado pela então administração portuguesa em Cabinda, tem dificultado sobremaneira a vida dos cabindas ao ponto de dependerem do porto de Ponta Negra (Republica do Congo) e sujeitarem-se ao duplo pagamento de direitos alfandegários; isso torna o custo de vida bastante elevado em Cabinda e o povo é quem paga a última fatura.

O objetivo dessa política, segundo o regime do MPLA, é de cortar apoios a Resistência Cabindesa. Mas, na verdade isso visa lançar os cabindas na indigência, mendicidade, humilhação e força-los a servir e inclinar-se aos propósitos e ditames do regime do MPLA, que governa em Angola.

Deve-se admitir que alguns vulneráveis e mal-intencionados abraçaram isso e vão fazendo propaganda a favor do regime dentro e fora do território, insinuando como bocas emprestadas, que a manutenção das legítimas reivindicações e aspirações dos cabindas são as causas do sofrimento e humilhação do povo de Cabinda; por isso, o povo deve abdicar dos seus direitos para atenuar o seu sofrimento. Que aberração!

Todos os cabindas avisados entendem que se no mundo normal, que não é o de Cabinda, a economia define a política e por esta razão se observa o silêncio das potências com interesses económicos em Cabinda; para os cabindas os fatores estão invertidos, a solução política da questão de Cabinda é que proporcionará uma definição económica para Cabinda e a sua importância na arena internacional.

Portanto, é neste sentido da busca de uma solução política dignificante que deverá convergir-se a ação, o intelectualismo e a capacidade de persuasão dos Cabindas; envidando esforços para mudar o quadro atual, e não minar as aspirações do Povo com atos ignóbeis para simples satisfação do ego pessoal ou de um grupo.
Em causa está a Vontade da Nação Cabindesa e não um homem ou um grupo.

Mesmo sabendo qual é a prioridade das prioridades para aliviar o sufoco do custo de vida em Cabinda que passa, como citamos, pela construção de um porto em águas profundas em Cabinda e outras ações; o regime de Luanda está mais absorvido e apostado na construção da ponte que ligará Angola e a República Democrática do Congo (RDC) para se chegar a Cabinda por via terrestre. Que equação complicada!

O regime do MPLA confunde-se quando pensa que tal ponte legitimaria a ocupação de Cabinda; corrigiria a história, a geografia e o direito internacional que confere legitimidade à Causa Cabindesa.

O regime do MPLA devia responder aos gritos e sufoco económico do povo de Cabinda, criado por si, e empenhar-se com seriedade na busca de uma solução política, negociada com dignidade e transparência, que seja verificável para permitir a censura pelo povo, único soberano, com o acompanhamento da comunidade internacional para garantir-se a emancipação de facto do povo de Cabinda.

Actualizado em Segunda, 30 Abril 2012 22:17
 

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