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DIA DA NAÇÃO CABINDESA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Terra Cabinda   
Domingo, 05 Fevereiro 2012 10:37

DIA DA NAÇÃO CABINDESA

O dia 1 de Fevereiro de 1885 marca indelevelmente a data do reconhecimento da Nação Cabindesa como corolário do reconhecimento internacional do Tratado de Simulambuco assinado entre os representantes da Coroa Portuguesa e os Cabindas, que permitiu a Portugal estabelecer-se no território de Cabinda.

Todo o Cabinda, independentemente da sua localização e estatuto social, devia aproveitar a ocasião para reflectir sobre a realidade e o futuro do seu povo.

Que ninguém ignorasse ou se fizesse alheio ao calvário do nosso povo porque seria uma contribuição consciente ou inconsciente ao esforço do regime do MPLA de esmagar as legítimas aspirações do povo Cabinda e continuar a infligir golpes de toda natureza contra um povo humilde que apenas quer ser aceite como nação que é por quem lhe inferniza e não quer reconhecer a razão e a dignidade humana que os Cabindas merecem; mas acha-se no direito de impor aos Cabindas a aceitar o que nunca foram antes da ocupação angolana.

Angola deve entender que os Cabindas estão intitulados ao direito e a liberdade de definir livremente o seu destino como nação dentro ou fora de Angola. Por isso, o Governo de Luanda deve abandonar a cultura e política de terror que implantou em Cabinda, e tomar uma atitude responsável para a resolução pacífica do diferendo que o opõe ao povo de Cabinda.

O direito à autodeterminação e a solução pacífica dos conflitos armados que os países desenvolvidos encorajam nos outros pontos do mundo devem também ter reflexos em Cabinda, e isso só reforçará a salvaguarda dos seus interesses em Cabinda e nunca o contrário.

Existem várias opções e modelos de sociedades em que o caso Cabinda pode se inspirar para encontrar uma solução dignificante, justa e duradoira para todas as partes envolvidas e nunca foram até aqui explorados porque Angola privilegia a solução militar assente na corrupção e assassinatos dos que se opõem à sua estratégia. Infelizmente as potências mundiais toleram isso.

Pedimos ao mundo desenvolvido que dissesse “basta” a Angola, e que a Missão das Nações Unidas visitasse Cabinda e auscultasse com liberalidade o povo de Cabinda para inteirar-se do seu martírio e permitir o pronunciamento inequívoco da ONU sobre a questão de Cabinda.

Pensamos que o momento é chegado para se ver a questão de Cabinda de um ângulo diferente, que ponha fim a asfixia e barbaridade do regime de Luanda no território de Cabinda.

Quanto ao povo de Cabinda exortamos a uma reflexão sobre as perspectivas para a causa justa maltratada em parte por quem deveria dá-la sentido e valor para atrair as simpatias dos observadores atentos.

Precisamos sim de uma concertação, quem serão os aderentes a esse desiderato popular que pode constituir um ingrediente que restitua o sabor que a causa tem estado a perder, por nada! Pois, não há preço que se vende a dignidade de um povo e ninguém deveria arrogar-se ao direito de o fazer.

Infelizmente vive-se isso, e há uns poucos que julgando pelo seu comportamento só falta-lhes declarar que são os donos de Cabinda e propor um preço para hipotecar indefinivelmente a Nação Cabindesa.

Cabinda não é propriedade de um homem ou de qualquer família para ser diminuída a uma tal falta de coerência.

Porém, o problema não é apenas sentar-se a uma mesa, é também de saber quem falará de quem e a quem; em que estado de espírito e aonde? Será que há um desejo genuíno de consertar-se ou seria mais uma farsa para ajudar o regime de Luanda a identificar novas vítimas?

Que viva o 1 de Fevereiro, Dia da Nação Cabindesa!

Actualizado em Segunda, 06 Fevereiro 2012 09:46
 

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