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Escrito por Terra Cabinda   
Domingo, 27 Novembro 2011 15:34

A UNITA NÃO É A TÁBUA DE SALVAÇÃO PARA CABINDA
Segundo a Voz da América, a manifestação prevista no Sábado, 12 de Novembro de 2011, em Cabinda e  em Angola foi cancelada porque a Unita mudou de posição na última hora, por estar satisfeita com a concessão feita pelo MPLA de retirar da agenda o debate do pacote das leis  eleitorais  contestado pela oposição angolana no parlamento.


Porém, veicula-se que a principal razão do recuo da Unita na realização da manifestação programada deveu-se a informações que recebeu alertando que em Cabinda o povo preparava-se a aproveitar a manifestação para exprimir o seu sentimento independentista.     A Unita desconcordando com as intenções dos Cabindas de transformar a manifestação em ocasião para reivindicar a autodeterminação de Cabinda decidiu cancela-la.


O argumento acima é digno de crédito quando se sabe que o objectivo da manifestação não era de impedir o debate porque isso já tinha sido conseguido com a retirada da oposição da sessão, que deveria debater o tal pacote, mas de buscar o apoio dos cidadãos e exprimir o desacordo da sociedade angolana ao seu conteúdo para forçar o MPLA a aceitar as propostas da oposição parlamentar que neste caso se fundiriam com as da sociedade em geral.
Para os analistas atentos à questão de Cabinda tornou-se peremptório, e, que os Cabindas aprendam com essa lição que a Unita não é a tábua de salvação para o seu jugo como se têm esforçado projectar nos últimos tempos, no território de Cabinda.


Com esse gesto a Unita deixa claro que não é diferente do MPLA fora da rivalidade política que os opõe no controlo do poder em Angola. De resto, tudo quanto diz sobre Cabinda nas suas campanhas eleitorais são meros exercícios de propaganda política para ganhar os votos dos Cabindas.


Na mesma linha de reflexão afirma-se que a Unita vê essa tentativa cabindesa como um acto de desespero da parte dos Cabindas, que se torna perigoso para a Unita, e não está pronto a arriscar o pacto angolano sobre Cabinda quando sabe que mesmo ganhando todos votos elegíveis de Cabinda não lhe garante vitória politica nas eleições gerais angolanas, e tal acto dificultaria a sua posição, já debilitada, no xadrez politico angolano.


Cabe agora aos Cabindas entender que a aproximação da Unita visa apenas obter os seus votos.

É imperativo que os Cabindas entendam que a presença de cabindas no MPLA, Unita, FNLA e outros partidos angolanos não trará a solução que os Cabindas almejam. Eles estão lá como membros dessas forças políticas angolanas e como tal submetidos a disciplina interna e programas de acção desses partidos. Alguns cabindas, membros desses partidos, mesmo não  concordando com o que fazem e dizem dos Cabindas vêm-se obrigados a alinhar por interesses pessoais; portanto não representam o Povo de Cabinda porque nunca foram eleitos como candidatos seleccionados ou eleitos de uma força política representativa de Cabinda com o beneplácito do povo cabindês.


Os Cabindas não precisam de parceria com a Unita para fazer uso do direito de manifestação consagrado na lei constitucional do regime angolano de ocupação, e muito menos devem manifestar contra o pacote das leis eleitorais de Angola. Os Cabindas devem manifestar e protestar contra o jugo a que estão submetidos pelo regime de ocupação de Luanda e reivindicar a autodeterminação de Cabinda.


De recordar que a anexação de Cabinda foi assinada em Alvor pelos três movimentos angolanos (MPLA, UNITA e FNLA) e para os cabindas eles constituem o veneno de uma mesma cobra com três cabeças.


O MPLA pensa que a solução para Cabinda é eliminar todos aqueles que reivindicam a autodeterminação de Cabinda. A UNITA, hoje, faz promessas de uma autonomia para Cabinda quando assumir o poder. Quem o garante? Lembrem-se que o Sr. Durão Barroso também prometeu assumir o papel de “Protector” na solução da questão de Cabinda na sua campanha e sabemos o que se seguiu depois da sua vitória em Portugal. A FNLA está mais interessada em sobreviver como partido, portanto Cabinda está fora da sua agenda porque considera isso assegurado pela conjuração de Alvor.


Cabe apenas aos Cabindas agir e nunca desistir na busca de uma solução dignificante para Cabinda. Com a independência do Sul do Sudão aceite pela comunidade internacional, nada pode impedir a autodeterminação de Cabinda.


A consciencialização e acção organizada dos Cabindas, dignos deste nome, com o concurso da comunidade internacional é que restituirão a dignidade que os Cabindas perderam como resultado da ocupação angolana protagonizada pelas forças do MPLA, e não essas trapaças políticas ditadas por intenções hegemónicas de Angola e convulsões intestinais de alguns cabindas desavindos com o seu próprio povo, que agem para facilitar a missão de Angola.


A questão de Cabinda é como “uma cidade construída sobre a montanha que não pode ser escondida ainda que se apagam as suas luzes”. Ela deverá ser tratada de forma responsável.

Actualizado em Domingo, 05 Fevereiro 2012 10:42
 

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