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Planos Sinistros de Angola Contra os Refugiados Cabindas na RDC PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Terra Cabinda   
Sábado, 09 Julho 2011 21:35

                     Planos Sinistros de Angola Contra os Refugiados Cabindas na RDC

Nos últimos meses temos vindo a relatar sobre a terrível situação que os refugiados cabindas vivem nos Congo’s e as incursões dos agentes de Angola nos campos dos refugiados, sobretudo na República Democrática do Congo, RDC.

De fontes fidedignas tomamos conhecimento do plano de Angola de forçar o repatriamento dos refugiados cabindas, juntamente com os refugiados angolanos residentes na RDC, naquilo que se considera ser o último dos repatriamentos oficiais dos refugiados angolanos acordados entre Angola, ACNUR e RDC.

Tendo em conta a situação exclusiva dos refugiados de Cabinda, Angola pretendeu forçar a situação utilizando os seus agentes na base de intimidações e aliciamentos com bens materiais que resultou infrutífero, devido a rigorosidade da acção conjunta de denúncia e informação levada pela Comunidade Cabindesa na RDC e o Fórum Liberal para a Emancipação de Cabinda nos círculos internacionais para abortar os intentos do regime de Luanda.

Confrontada com o estado de alerta criado internacionalmente sobre o caso, Angola arquitectou um plano B para cobrir o fracasso do plano A, que consiste em ordenar ao seu agente Alexandre Tati (que rendeu-se a Angola em 2010) de agrupar em Lubolo, RDC, alguns ex-guerrilheiros que lhe são fiéis para serem apresentados como refugiados cabindas a incluir no grosso dos refugiados angolanos que serão repatriados.

Porém, sendo o número dos seguidores de Alexandre Tati bastante reduzido, Angola tem vindo a ensaiar tácticas sinistras, semelhantes as que pôs em prática em 2009 para incitar a violência contra os refugiados cabindas nos Congo’s Brazzaville e Kinshasa, que fora abortada pela clarividência e bom senso das populações e autoridades dos dois países.

Desta vez, Angola enveredou há alguns dias pela táctica de expulsar os cidadãos da RDC, somente em Cabinda, obrigando os senhorios a despejar compulsivamente sem aviso prévio os seus inquilinos congoleses da RDC ainda que não tenham qualquer problema com eles ou rendas em atraso por liquidar. Esta táctica visa criar um fluxo de repatriados no Baixo-Congo e dar azo a ressentimentos e animosidade no seio da população congolesa contra os cabindas, e provocar uma retaliação contra os refugiados cabindas na RDC.

A salientar que muitos cabindas, senhorios de casas habitadas por congoleses da RDC encontram-se encarcerados por não acatarem as ordens de despejo compulsivo impostas pelo regime de ocupação. E, alguns só foram libertos após pagamento de multa, por que crime?

Reconhecemos e louvamos a atitude de solidariedade do povo e das autoridades congolesas para com os refugiados cabindas nas circunstâncias actuais que, com sapiência, clarividência e humanismo têm estado a altura de distinguir o joio do trigo preservando as vidas dos refugiados cabindas na República Democrática do Congo.

O Fórum Liberal para a Emancipação de Cabinda alerta aos defensores dos direitos humanos sobre as violações dos direitos do Homem e da dignidade humana em Cabinda; mais uma vez exorta a conjugar esforços para travar a cultura do crime e de espezinhar a vida humana que se pretende tornar comum e aceitável no território de Cabinda.

Não se deve permitir ao regime de Luanda de tratar os cabindas como sub-humanos quando bem o entender, é preciso que a comunidade internacional, sobretudo os países desenvolvidos que arvoram o estandarte dos direitos humanos e dos direitos dos povos se impliquem na solução do problema de Cabinda.

Diz-se, “Contemplar um crime em silêncio é participar no crime”.       

Actualizado em Domingo, 24 Julho 2011 07:14
 

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