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Escrito por Terra Cabinda   
Sábado, 18 Junho 2011 22:29

A Terrível Situação dos Refugiados Cabindas na RD do Congo.

Desde Março 2011, temos vindo a informar sobre as invasões levadas acabo por grupos de intrusos liderados por Antoine Nzita para obrigar passar por uma agonia moral e aterrorizar os refugiados Cabindas carentes e desesperados nos dois Congo’s por ordens dos seus mandantes, o regime da Angola ao qual este grupo serve.

“É importante lembrar-se que a Angola ocupa Cabinda, desde 1974 e anexou-o imediatamente depois da sua independência de Portugal, similarmente à ocupação do Timor-Leste (tornou-se independente) pela Indonésia”. Desde então a vida dos Cabindas tornou-se um inferno vivo que impõe êxodos sucessivos até hoje.

Como prometido, trazemos à luz os novos desenvolvimentos relacionados às violações de direitos humanos contra os refugiados Cabindas devido ao voto ameaçador de voltar feito por aqueles intrusos, em Março deste ano, aos refugiados Cabindas depois da resistência e desafio apresentado pelos jovens Cabindas, que os confrontaram.

O Fórum Liberal para a Emancipação de Cabinda, que actua em nome do povo oprimido de Cabinda recebeu a informação detalhada sobre as recentes visitas indesejáveis eaborrecidas daqueles intrusos, abaixo identificados pela Comunidade Cabindesa que representa os Refugiados de Cabinda na RD do Congo.

Considerando a gravidade da situação, o Fórum Liberal para a Emancipação de Cabinda actuou prontamente na arena internacional levando a questão através dos canais apropriados a alguns direitos humanos e segurança universal.

Depois dessa aproximação, agora, trazemos à atenção da opinião pública nacional e internacional os detalhes da situação de terror a  que os refugiados de Cabinda estão enfrentando na RDC, Baixo-Congo, especificamente nos campos dos refugiados de Seki-Zola, Kimbianga, Lundu-Matende e Mfiuki.

Apelamos a todos os defensores de direitos humanos e governos para intervir e pôr fim a estes actos criminosos contra os refugiados Cabindas que cada vez mais se está tornando comum na RD do Congo e levar à justiça os perpetradores.

Não deve-se permitir que estes intrusos forcem ou usem os refugiados Cabindas como instrumentos para os seus intentos de modo de vida pródigo, corrupto e fácil como desejam. Não devemos permitir que a impunidade prevaleça.

Este grupo de intrusos deve ganhar o seu pão trabalhando e não atormentando populações pacíficas e vulneráveis que não fizeram nada de mal.

Os refugiados Cabindas estão sob protecção do ACNUR por causa do medo bem fundado de perseguição e as suas vidas continuam em perigo, eles só deverão voltar em Cabinda quando uma solução genuína e duradoira for encontrada à questão política de Cabinda.

O mundo civilizado não deve tolerar essas acções terríveis e os novos métodos opressivos utilizados pelo regime de Angola à luz do século XXI.

É imperdoável desconsiderar o que está acontecendo com os refugiados Cabindas dentro dos campos de refugiados controlados pelo ACNUR, neste momento em que o mundo civilizado está apoiando universalmente os esforços dos povos de reaver a sua liberdade e direitos fundamentais para construir uma nova ordem social onde cada um possa viver com dignidade. Estes intrusos devem ser travados.

O Fórum Liberal para a Emancipação de Cabinda pede ao governo congolês (RDC) de garantir a protecção, segurança e os direitos humanos de todos os refugiados Cabindas de acordo às normas internacionais.

A informação abaixo, traduzida por Terracabinda, detalha o conteúdo completo da informação recebida da Comunidade Cabindesa na RDC para ter-se a visão do que está acontecendo contra os refugiados Cabindas.


 

 

DOCUMENTO DESTINADO  AO PÚBLICO

COMUNICADO DE IMPRENSA Nº001/COCAB/011

R.D.Congo: Ameaça de morte contra os refugiados cabindas nos campos.

 

I.  Kinshasa, 27/04/2011. O Gabinete de Coordenação da associação denominada “Comunidade

Cabindesa (COCAB)”, agrupando os oriundos de Cabinda na África Central, está muito preocupado pelo

recrudescimento do clima de insegurança que prevalece nos campos dos refugiados de  Sekizole,

Kimbianga, Nlundu-Matende e Mfuiki na Província de Baixo-Congo na República Democrático do Congo.

 

II. O Gabinete de Coordenação da COCAB informa a opinião nacional e internacional das ameaças de

morte das quais são vítimas os refugiados cabindas, nomeadamente nos campos supracitados, da parte

de um grupo de pessoas que se fez acompanhar de elementos armados da Polícia Nacional Congolesa

(PNC), dos Agentes da Direcção Nacional de Migrações (DGM) e de Agentes da Agência Nacional de

Informações (ANR). De acordo com as fontes da COCAB, é acusado a estes refugiados cabindeses

ameaçados de morte de recusar e/ou de incitar os outros refugiados cabindas a negar de receber a

assistência alimentar trazida por este grupo em seu benefício. Entre os refugiados vítimas desta

ameaça de morte e de detenção cita-se: o Sr. Casimiro Sito e o Sr. Mateus Massanga. Eles vivem

actualmente escondidos na floresta do Mayombe na Província do Baixo-Congo, abandonando assim

família e bens.

 

III. A COCAB continua formando a opinião, que após a primeira tentativa de 3 de Março de 2011 que

fracassou, este mesmo grupo regressou aos 20 de Abril de 2011 nos 4 sítios dos refugiados cabindas

situados na província do Baixo-Congo na República Democrática do Congo, acompanhado de cinco

elementos altamente armados da PNC, 2 agentes da ANR, um agente da DGM que intimidaram os

refugiados, ameaçando à morte os seus chefes de grupos, com o fim de fazer aceitar aos cabindas a

assistência alimentar oferecida pelos inimigos do povo de cabinda.

 

IV. Para o efeito, o Gabinete de coordenação da COCAB indica que o grupo em questão é composto

de pessoas ao serviço dos inimigos do povo do Cabinda, trazendo um presente envenenado. De

acordo com as fontes da COCAB, este grupo é constituído do Sr. Antoine NZITA,  Sr. Kinta NGAKA,

Sr. Gieskes,  Sr. Claude (da ONG VOKAJI, não identificado de outra forma - tel.00243(0) 810028040),

Aimé BUANGI, Sr. Sebastião YONGO e José Luís Veras.

 

V. A assistência alimentar, posta em causa, trazida aos refugiados cabindas é constituída de dinheiro e

seguintes bens:

- Um Ecrã Gigante;

- Dois motociclos no valor de 1000 USD cada;

- Um lote de cento e cinquenta e três sacos de arroz de 25 kg;

- Um gerador eléctrico de 1KVA;

- Uma Motobomba;

-Um lote de cinquenta cartões de peixe salgado de 10 kg;

- Quatro balões de fardo;

- Um lote de cartões de sabão;

- Mil dólares para as mulheres

- Mil dólares para os jovens

- Oito centos dólares para compra dos capacetes e placas de matricula dos dois motociclos;

- Dois mil dólares para os quatro directores dos centros (Campos dos refugiados) supracitados à razão

de quinhentos dólares para cada director.

 

VI. Para recordação, a opinião pública deve saber que o povo de Cabinda na África Central está a

procura da sua liberdade confiscada desde 1975. Dentre as vítimas da sua luta contam-se os

refugiados estabelecidos na República Democrática do Congo, na República do Congo e no Gabão. É-

lhes negada a protecção internacional, nomeadamente o benefício do estatuto de refugiado sob

pretexto de que o território de Cabinda ainda não adquiriu o estatuto de um Estado independente,

enquanto existem nas mesmas circunstâncias refugiados Palestinos, Sarauís, etc. reconhecidos pelo

ACNUR.

Recomendações

 

VII. Tendo em conta todos os actos repetitivos de violência contra os pacíficos refugiados cabindas, o

Gabinete de Coordenação da Comunidade Cabindesa (COCAB) na República Democrática do Congo:

 

1- Denúncia o que chama “Acto de corrupção” ou “acto de sedução” por parte deste grupo

supracitado (não identificado de outra forma) ao serviço dos inimigos do povo cabinda, que obriga os

refugiados cabindas, com armas apontadas, a aceitar uma assistência apesar da sua recusa categórica;

 

2- Pede ao Governo da República Democrática do Congo de bem-querer velar pela segurança e saúde

física dos refugiados cabindas.

 

3- Pede ao Gabinete regional do ACNUR em Kinshasa de fazer o que é do seu mandato para proteger

os refugiados cabindas nos quatro campos ou centros supracitados bem como na Cidade de Kinshasa.

 

4- Ao Gabinete conjunto da MONUSCO e Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos do

Homem das Nações Unidas de fazer o que é do seu mandato para prevenir o risco de

desaparecimentos forçados ou assassinatos dos refugiados cabindas na RD do Congo

.

Feito em Kinshasa, aos 27 de Abril de 2011

 

Pela Comunidade Cabindesa (COCAB) no exílio:

 


Sr. Afonso Alfredo Muanda

O Secretário Geral e Porta-Voz

Assinatura ilegível

 


[Traduzido por Terracabinda]

 

 

 

 

 

 

Actualizado em Sábado, 09 Julho 2011 22:04
 

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