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TOMADA DE POSIÇÃO E DE RESPONSABILIDADE DA COMUNIDADE INTERNACIONAL SOBRE CABINDA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Terra Cabinda   
Sexta, 28 Janeiro 2011 18:50

O destino do povo de Cabinda repousa sobre a sua determinação de fazer valorizar a sua dignidade sobre as bases fundamentais da carta universal das Nações Unidas para o direito do homem e dos povos.

As reivindicações do povo de Cabinda face à ocupação angolana do seu território situam-se na realidade histórica e jurídica conhecida de todos excepto por falta de complacência.


Estamos perante um regime angolano dotado de espírito imprevisível sem precedentes; o povo de Cabinda permanece sereno e convencido sobre o facto de que o regime angolano não conduzirá a comunidade internacional no seu jogo que faria apenas agravar a situação já deplorável e insuportável em Cabinda tendo em conta a guerra imposta a este povo pela máquina de guerra angolana desde 1975.


Sobre isto e a título de recordação, vejamos como ilustra-se a vontade do regime angolano quanto à resolução do conflito de Cabinda, tomando o exemplo do ataque armado do 8 de Janeiro de 2010 contra a coluna da delegação togolesa de futebol as dois dias do início do CAN 2010 que fez duas mortes e feridos no seio desta delegação e de um cabindês, motorista do autocarro, ataque ocorrido em Massabi (Cabinda), perto da fronteira com o Congo/Brazzaville.
Várias perguntas fizeram correr a tinta!


À primeira vista, o regime do MPLA atribuiu caluniosamente o ataque à resistência armada cabindense da FLEC a fim de atingir um dos seus objectivos, senão desacreditar a resistência junto da comunidade internacional e colocá-la na lista dos movimentos terroristas enquanto é com toda legitimidade que a FLEC opõe-se à ocupação angolana pelo seu braço armado, desde 1975.

 
Alguns dias após este triste ataque, uma verdadeira caça ao homem instaurou-se contra certas personalidades cabindas bem focalizadas isto é, sobre toda a extensão do solo cabindês bem como para além das suas fronteiras nomeadamente em Ponta-Negra, Congo Brazzaville.


A caça ao homem cabindês salda-se por detenções injustificadas em Ponta-Negra, República do Congo e sobretudo em Cabinda em que se inclui os três (3) aldeões da região próxima do lugar do ataque, e de André Zeferino Puati, de Belchior Lanso Tati, Raul Tati, Francisco Luemba, José Benjamin Fuca e outros membros da sociedade civil cabindesa, que serão julgados e condenados pela justiça angolana e por último libertados pela mesma justiça sob pressão internacional dos defensores dos Direitos do Homem.


Alguns dias depois, antes do fim do ano 2010, esta mesma justiça ditara a condenação de João Puati uma das vítimas desta justiça arbitraria a 24 anos de prisão, acusado ser o autor do ataque atribuído à FLEC!
De notar que este homem foi aprendido junto com outros cidadãos congoleses que depois da intervenção do governo congolês foram libertados sem acusação.


O Fórum Liberal para a Emancipação de Cabinda felicita todas as organizações e personalidades que se aplicaram em defender o Direito do Homem em Cabinda para atingir a liberdade dos nossos irmãos, membros da sociedade civil cabindesa, e felicita a coragem dos irmãos libertados de defender pacificamente o povo de Cabinda neste ambiente de opressão, injustiça e intolerância.

 
“Acabamos de testemunhar a vitória da força da razão sobre a razão da força”.
Isto convence-nos de que se a comunidade internacional assumir claramente uma posição e a sua responsabilidade no Caso Cabinda, uma solução pacífica, digna e justa será possível; e o calvário que o povo de Cabinda suporta encontrará o seu fim.


Fazendo a análise dos acontecimentos, cada um poderá tirar uma conclusão de acordo com o seu entendimento; mas a verdade é que, esta situação vai para além do simples conflito Angola-Cabinda porque não vimos bem o porquê do Togo tornar-se alvo e vítima deste conflito.

Deduzimos o seguinte:
- Angola como país organizador do CAN 2010 decide camuflar a guerra que impõe deliberadamente ao povo de Cabinda programando sobre o seu solo a realização de certos jogos do CAN; e autoriza a selecção do Togo garantindo-lhe segurança de entrar a Cabinda pela fronteira de Massabi. Significa que Angola estava consciente do que fazia.


- É o mesmo regime que atribuirá o ataque à FLEC; meterá em obra uma série das detenções dos cabindas fazendo-se passar de gendarme do continente africano, julgará e condenará aqueles que ele (regime angolano) trata de terroristas e por último resolvera libertar esses filhos de Cabinda para abrandar a pressão da comunidade internacional.


Coloca-se a pergunta de saber onde exactamente se situa a responsabilidade da comunidade internacional?
. Será que a comunidade internacional faz parte do jogo angolano? Se sim, porquê e com que interesse? Colocamo-nos esta pergunta porque as grandes potências que velam pela paz, a segurança e as liberdades fundamentais dos povos neste mundo não dizem nenhuma palavra, de maneira clara e honesta às exacções de Angola no território de Cabinda com o rigor que se assiste em outras paragens.

 
. Esses acontecimentos causaram não somente danos morais irremediáveis aos cabindas taxados sem razão de terroristas, mas também, a perda de vidas humanas no seio da delegação togolesa e ao povo togolês no seu todo, sem razões perceptíveis.  


O que os cabindas esperam da comunidade internacional é simplesmente a tomada de posição e de responsabilidade sobre o que padece este povo.


A resolução “de CASO CABINDA” deve basear-se em princípios universais e democráticos que valorizam a liberdade de expressão bem como à autodeterminação dos povos sem nenhuma distinção nem discriminação.

 
Toda esta encenação angolana, com falsas negociações, que privilegia a corrupção em lugar do Diálogo honesto e sincero fará apenas atrasar o processo de resolução deste conflito que já dura décadas e continua a asfixiar o povo cabindês. 
De notar que o povo cabindês sempre foi disposto e favorável ao diálogo com o propósito de uma solução equitativa, pacífica e inclusiva que dignificará o povo cabindês e todos os intervenientes, mas isso só é possível se a comunidade internacional investir-se como se vê em outros casos similares; infelizmente o regime angolano do MPLA sempre resolveu responder com armas e astúcia.


No seu relatório do 22 de Junho de 2009, Human Rights Watch toca o sino de alarme sobre os múltiplos abusos que os militares angolanos cometem em Cabinda com toda impunidade dos seus dirigentes. É tanto para dizer que o problema existe, ele é real e não se tem o direito de ocultar-se a face e fazer como se nada houvesse!


Povo cabindês, juventude cabindesa e todos os amantes da liberdade e justiça do mundo inteiro, não devemos em nenhum caso permitir que o nosso destino e o da humanidade sejam ditados por fórmulas obscuras enquanto o mundo evolui para a edificação de uma “Aldeia Global” na qual se reconhecem e respeitam as identidades dos povos; aceita-se a diferença e promove-se a coexistência pacífica a título igual de pequenas e de grandes nações.


O nosso destino não deve ser ditado, porque melhor que nós, ninguém pode defender as nossas legítimas aspirações; então, Angola deve sinceramente dialogar com os Cabindas diante da comunidade internacional que faz parte dessa “Aldeia Global”.

  

 

 

Actualizado em Quinta, 10 Fevereiro 2011 22:24
 

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