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Escrito por Terra Cabinda   
Segunda, 27 Dezembro 2010 19:42

 

CABINDA 

 

Situação geográfica e população

Cabinda é um território costeiro situado na África central ao sul do Equador e ligeiramente ao norte do rio Congo, entre as coordenadas: 4º 22’ 30’’ e 5º 48’ de latitude Sul; e 12º e 13º 13’ de longitude Este.

 

A população de Cabinda é estimada em mais de 600.000 habitantes, da qual quase a metade vive no exílio.

 

A população de Cabinda é comparável numericamente com as Seychelles (671.000 habitantes) e superior a Luxemburgo (300.000 habitantes), da Guiné Equatorial (343.000 habitantes).

 

Cabinda é limitada ao Norte pela República do Congo/Brazzaville, ao Sul e a Leste pela República Democrática do Congo/Kinshasa e ao Oeste pelo Oceano Atlântico (200 km de costa).

 

Cabinda não tem nenhuma fronteira comum com Angola.


 
Capital: Tchiowa

 

Línguas: Fiote ou Ibinda e Português

 

Superfície: 10.000 km2

 


Breve resumo histórico: Cabinda, das origens aos nossos dias
 
Cabinda é um estado oriundo dos reinos de Kakongo, Ngoio e Loango que foram inicialmente reinos autónomos do antigo reino do Kongo dia Ngunga ou Kongo ou Kongo dia Ntolila.
 
Em 1500, estes três pequenos reinos emanciparam-se e formaram Cabinda. Na sequência da chegada dos Europeus nas margens do reino Kongo no século XV, devido à sua posição estratégica, Cabinda tornou-se alvo da cobiça das diferentes potências coloniais.
 
Portugal, temendo perder Cabinda fez assinar tratados aos chefes cabindas em 1883 (Chimfuma), 1884 (Chicamba) e 1885 (Simulambuco), antes da Conferência de Berlim, reunião das potências europeias para a divisão das colónias e as zonas de influência na África.
 
Por conseguinte, ao 1 de Fevereiro de 1885 foi assinado o Tratado de Simulambuco entre os príncipes cabindas e a coroa portuguesa, conferindo a Cabinda o estatuto de protectorado português; contudo Angola era já uma colónia portuguesa desde 1482.

 

Em 1910, um golpe de Estado militar põe fim ao reino do rei Manuel II e, em 1911, é proclamada a República de Portugal que se dota de uma nova constituição.

 
Em 1933, a nova lei fundamental portuguesa mantém entre as suas províncias ultramarinas a distinção entre Angola (uma colónia) e Cabinda (um protectorado).
 
1956: Por razões de simples conveniência administrativa e facilidade de gestão, Portugal liga administrativamente Cabinda à sua colónia angolana, sem consultar o povo de Cabinda, que não tem nenhuma fronteira comum com a Angola.
 
1963: Criação da FLEC - Frente de Liberação do Enclave de Cabinda.

 

Antes da anexação de Cabinda pela Angola, o povo Cabindês nunca se tinha submetido à dominação portuguesa.

 

Numa perspectiva de libertação das suas populações da dominação portuguesa, os Cabindas tinham-se organizado no seio do Movimento de Libertação do Enclave do Cabinda (MLEC), do Comité de Acção da União Nacional de Cabinda (CAUNC) e da Aliança do Maiombe (ALIAMA).

 

Para melhor intensificar as suas acções, os três movimentos fundiram-se aquando do Congresso de Ponta-Negra (Congo/Brazzaville) de 2 a 4 de Agosto de 1963 para criar a FLEC.
 
1964: Aquando da 2ª Cimeira de Cairo da Organização da Unidade Africana, a questão de Cabinda é outra vez colocada, em conformidade com o programa da descolonização da África que reconhecia assim Cabinda como o 39º Estado africano a descolonizar enquanto Angola é o 35º.
 
15 de Janeiro de 1975: Assinatura dos acordos de Alvor entre Portugal e os movimentos de libertação da Angola (FNLA; MPLA e UNITA); Cabinda é anexado a Angola, violando assim o direito internacional que reconhece ao povo de Cabinda a sua soberania e o seu direito à autodeterminação.
 
Os Cabindas manifestaram a sua indignação total contra esses acordos e declararam ser nulo e sem efeitos a tal anexação.
 
De 2 a 3 de Novembro de 1974: Cabinda é ocupado militarmente pelas forças do Movimento Popular de Libertação da Angola (MPLA) a partir de Ponta-Negra, Congo/Brazzaville com a ajuda soviético-cubana.
 
11 de Novembro de 1975: Após a declaração da independência de Angola, Cabinda torna-se por conseguinte 18ª província da Angola.
 
Com essa invasão e ocupação que se seguiu da anexação, o povo de Cabinda vai conhecer um drama sem precedentes que dura até hoje.
 

 
Citando os famosos termos do intelectual e homem profundamente humano abaixo, o povo Cabinda interpela a Comunidade Internacional a dizer uma palavra sobre Cabinda:

« Para um povo, o pior da denegação da justiça não é ser esmagado, mas quase apagado da memória universal por uma propaganda hegemónica que lhe consagra para a lata de lixo da história. » François-Xavier Verschave

 

 

 O mapa aprovado pela O.U.A em 1964, actual União Africana (UA) e reconhecida pela O.N.U para a total descolonização da África onde Cabinda é classificado 39º Estado e Angola 35º.

Actualizado em Sexta, 31 Dezembro 2010 01:46
 

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