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Escrito por Terra Cabinda   
Sábado, 22 Outubro 2016 06:41

Apelo à Mudança

Desde a existência da Humanidade seja qual for a perspectiva filosófica a que interpretar isso idealista ou materialista, no que concerne a criação do Homem como obra de Deus ou como resultado da evolução do macaco, algo ressalta a vista e importa realçar que para se chegar ao ponto de desenvolvimento que a humanidade, hoje, se orgulha ocorreram grandes mudanças como resultado do aumento do conhecimento do Homem e do sacrifício, coragem e dedicação que demonstrou ao longo da historia da Humanidade.

Isto é tão obvio que está inclusive reflectido na diferença entre o estado de desenvolvimento das nações, e o lugar de cada nação no concerto das nações. As nações grandes ou pequenas que se revelaram mais estudiosas, corajosas, determinadas e empreendedoras alcançaram um desenvolvimento espiral bastante positivo, admirado por todos e que lhes permitiram granjear respeito na arena internacional e por conseguinte ditou a amplitude e a qualidade dos seus aliados na luta dos contrários sobre a hegemonia mundial perseguida no concerto das nações e nas relações internacionais onde não existe um leviatão solitário que se impõe.

Paradoxalmente, Cabinda que no declinar do século XIX deu passos significativos na sua afirmação como povo e nação reconhecida internacionalmente pela Conferencia de Berlim para a partilha da África como resultado da atitude e acção de homens e mulheres sem dotes intelectuais nem conhecimento cientifico que sustentasse tais discernimentos e proezas ; quando, hoje, regista-se uma tendência deliberada de destruição desse bem comum herdado dos nossos antepassados que sem atributos intelectuais puderam identificar e compreender o essencial, para com coragem e determinação se aplicassem na afirmação da identidade cabindesa.

Sem comparação, Cabinda tem hoje um grande número de quadros e intelectuais com diferentes projecções nas distintas áreas do saber e que justificaria melhor compreensão e identificação da direcção a seguir na consolidação do legado deixado pelos nossos antepassados, afirmação da nossa identidade e da nação cabindesa; pois com esses atributos, o povo de Cabinda esperava maior ímpeto organizacional e dinamismo na acção libertadora do nosso povo do jugo angolano.

Porem, o que ressalta à vista é a ignominia cimentada pelo egoísmo e insensibilidade coroadas de anarquia e inclinação de desonrar as proezas alcançadas pelos nossos antepassados, a causa comum e justa luta do povo de Cabinda para beneficio pessoal ou de grupúsculos, insaciáveis e longe de poder interpretar os verdadeiros sentimentos e aspirações deste povo humilhado, sem dignidade e sufocado pelo regime anacrónico do MPLA de José Eduardo dos Santos que governa Angola.

Cabinda tem filhos dignos desse nome, que constituem a esmagadora maioria, no território e na diáspora que não se revêm nessa lógica egoísta, mercantilista e reducionista da nobre causa do povo Cabinda. Por isso, ante a trapalhada que se observa neste momento, urge de forma imperativa o (re) engajamento firme e decisivo dos filhos de Cabinda para uma acção positiva e mudança de atitude que se ajuste às mudanças mundiais em curso, cujos ventos sopram em todas direcções da Europa a América e da Ásia a África passando pela Oceânia, no intuito de repor Cabinda na Agenda Internacional e pôr-se fim ao ‘status quo’ neocolonialista imposto à ponta da espingarda por Angola sobre o martirizado povo de Cabinda.

Chegou a hora da materialização pelos cabindas do que foi dito por John F. Kennedy, 35º Presidente dos Estados Unidos da América aos americanos : "… Meus compatriotas americanos, não pergunte o que o seu país pode fazer para você, pergunte o que você pode fazer para o seu país…"

Os cabindas não devem continuar a fazer aquilo que permite a Angola de perpetuar a neocolonização e esperar mudanças espontâneas do regime que governa Angola para desfrutar da sua liberdade e soberania como os outros povos livres deste mundo têm direito. Fazer a mesma coisa repetitivamente só pode dar o mesmo resultado ; então, é tempo de mudança de atitude e de acção para que os resultados mudem e alcançar-se o que o nosso povo almeja.

Filho e jovem de Cabinda, o momento nunca foi mais esclarecedor do que está para ajudar a consciencialização e tomada de decisão para engajar-se no esforço para a libertação da nação cabindesa e honrar a memória dos mártires da causa cabindesa. A Pátria chama, diga basta à neocolonização e à opressão angolana.

PÁTRIA OU MORTE, VENCEREMOS!

VIVA CABINDA

Actualizado em Sábado, 22 Outubro 2016 08:09
 

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