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Escrito por Terra Cabinda   
Quinta, 01 Outubro 2015 21:24

Liberdade para Marcos Mavungo

Acostumado com as atrocidades do regime de Angola que ocupa o território de Cabinda e subjuga os Cabindenses, o povo de Cabinda ressentiu mais um dos golpes vis que vem suportando do regime do MPLA que o sufoca desde a ocupação do território aos 2 - 3 de Novembro de 1974 ante a impotência do regime colonial português - guardião do Tratado de Simulambuco assinado entre os Cabindas e os Portugueses que consiste essencialmente na protecção do território de Cabinda da cobiça estrangeira.

Portanto, o tratado tinha como cerne a manutenção da integridade e inviolabilidade do território de Cabinda, e garantir a segurança do povo de Cabinda; em contrapartida garantia o estabelecimento de Portugal no território de Cabinda, em coabitação pacifica com os Cabindas, que Portugal violou ao 15 de Janeiro de 1975 entregando Cabinda como um anexo a Angola, que hoje constitui o lamaçal e calvário do povo de Cabinda.

No dia 14 de Setembro, mais um filho de Cabinda, José Marcos Mavungo era trazido perante a corte da (in) justiça do regime angolano de José Eduardo dos Santos em Cabinda; humilhado, abatido e sem dignidade para apenas agradar os dignitários do regime de ocupação de Cabinda. José Marcos Mavungo, activista cívico, foi condenado a 6 anos de prisão numa autêntica encenação teatral do qual só ao regime do MPLA pode divertir.

Deve-se realçar que essas praticas repetem-se em Cabinda a bel-prazer do regime angolano, pelo que importa recordar as prisões arbitrárias de activistas cabindas efectuadas em 2010, e de muitos outros em condições similares, sem culpa formada, para simplesmente agradar ao regime; intimidar e silenciar os Cabindas visando, em vão, selar a submissão do martirizado povo de Cabinda.

A interpelação da União Europeia ao Governo de Angola para reavaliar a condenação de José Marcos Mavungo pelo crime de rebelião não provado que só existe na imaginação do regime do MPLA é oportuna e acima de tudo demonstra inequivocamente a necessidade de a comunidade internacional assumir o seu papel na busca de uma solução definitiva à questão de Cabinda.

Não se pode continuar a emendar algo roto que destrói uma nação, quando a construção do novo é justo e de direito para essa nação, e sobretudo dignificante para a Humanidade. É imperativo pôr-se fim ao que está na base das vicissitudes que ditaram a presença do MPLA e seu regime em Cabinda, e contemplar a necessidade de ouvir-se a vontade do povo de Cabinda à semelhança do que se fez com os outros povos (Timor Leste, Kosovo e Sul Sudao recentemente).

Nisso, Portugal tem um papel preponderante a desempenhar dentro da União Europeia e nas Nações Unidas para trazer à luz o direito do povo de Cabinda de pronunciar-se livremente e decidir o seu futuro promovendo o processo democrático para a autodeterminação de Cabinda. Este seria um contributo honesto e justo de Portugal na reparação do sofrimento dos Cabindas do qual é responsável moral. Só isso ajudaria definitivamente a pôr fim às atrocidades, humilhação e subjugação que os Cabindas são vitima do regime angolano do MPLA.

O Fórum Liberal para a Emancipação de Cabinda apela à comunidade internacional de pressionar o regime do MPLA para a libertação incondicional de José Marcos Mavungo, activista cívico cabindês, vitima da injustiça angolana. E, pede a solidariedade dos povos livres do mundo para reflectir sobre o destino da Nação cabindesa visando a sua autodeterminação e emancipação.

 

Actualizado em Quinta, 01 Outubro 2015 23:04
 

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