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Escrito por Terra Cabinda   
Sábado, 13 Junho 2015 12:24

 

PLANO DO MPLA PARA A DESESTABILIZAÇÃO DA NAÇÃO CABINDESA

A cultura de um povo reflecte-se na sua língua, usos e costumes que a par com a sua historia e localização geográfica constituem a expressão típica da sua identidade. Por isso todos os povos esforçaram-se em ter, conservar e desenvolver fases de expansão cultural e de difusão dos seus modos de vida e valores para cimentar essa identidade e preservar as suas particularidades e formas como conteúdo cultural vital para garantir a sobrevivência da sua história. Cabinda não será a excepção deste postulado.

Isto não é exclusivo de povos grandes e poderosos, mas uma prerrogativa de todos os povos ou nações, incluindo o povo de Cabinda. Se os Aborígenes na Austrália foram poupados do extermínio pelos Britânicos, que declararam o território como sua possessão colonial em 1770, por reconhecimento do direito existencial dos aborígenes; seria desastroso permitir-se no século XXI que Angola continuasse a agir de forma anacrónica, como se estivéssemos a reviver o período da conquista e colonização do mundo pelos europeus há séculos atrás. O mundo mudou e agora tem evoluído para estabelecer uma ‘aldeia global’ que reafirma as identidades dos povos e nações como parte de um projecto global que visa reduzir as assimetrias em termos de desenvolvimento e qualidade de vida humana, e respeito pelos direitos humanos.

A questão da identidade foi sempre evocada quando distintos povos entram em contacto quer seja de forma pacifica ou violenta, independentemente das razões na base desse contacto, seja em conquista de novas terras ou colonização, ou busca de melhores condições de vida, aventura ou turismo.

Os povos podem cruzar-se de forma pacífica e voluntária, por exemplo, quando as pessoas abraçam a migração de forma ordeira e planificada ou as multinacionais se lançam na movimentação de capitais e bens além-fronteiras.Isso geralmente se faz acompanhar de pessoas gestoras na esperança de expandir os seus negócios e angariar mais lucros, e ao mesmo tempo criar novas oportunidades, visando a redução das assimetrias da qualidade de vida, para os autóctones em termos de emprego e desenvolvimento. Isto é bem-vindo para as populações locais, porém não é claramente o caso da presença angolana em Cabinda promovida pelo MPLA.

Contudo, os povos podem ainda cruzar-se de forma violenta, por exemplo, quando indivíduos, famílias, grupos étnicos, povos ou nações são perseguidos e forçados a submeter-se a outro povo por mito de superioridade ou simples cobiça dos recursos naturais ao estilo colonial, como é o caso em Cabinda. Isso pode ocorrer por causa das convicções políticas, culturais, religiosas e o desejo para um melhor modo de vida, que inclui liberdades de expressão e de associação, direitos humanos, aberturas democráticas de facto, respeito pela vida humana e pelo bem comum, e autodeterminação que configura o caso do martirizado povo de Cabinda.

Os povos perseguidos são forçados a emigrar de forma individual, colectiva ou verdadeiros êxodos populares à semelhança de Cabinda desde 1974.Isso foi uma consequência da ocupação militar do território pelas forças do MPLA seguida da anexação da mesma a Angola logo após a sua independência em 1975.

A partir dessa ocupação e anexação, o MPLA tem visado, na base de um plano draconiano bem delineado, a desestabilização da nação cabindesa consubstanciado no recrutamento maciço de jovens cabindas de ambos sexos, nos primórdios da sua independência, para combater na guerra fratricida entre o MPLA e a UNITA, e contra as forças Sul-africanas, no Sul de Angola, tornando-os em carne de canhão. Muitos desses jovens tiveram um fim trágico, uns morreram, sem notícia para os seus familiares, até hoje, e outros ficaram marcados com traumas e mutilações indeléveis de vários graus causados por uma guerra inglória. Com o fim da guerra em Angola, o povo de Cabinda é vítima directa das forças de defesa e segurança do regime do MPLA dentro e fora do território cabindense resumido na intensificação da violência, perseguições, raptos, detenções arbitrárias, torturas, assassinatos e execuções sumárias de forma gratuita.

Como se não bastasse, o regime do MPLA forçou a transferência e centralização do recrutamento das principais empresas empregadoras como a Chevron-Texaco de Cabinda para Luanda, quando as suas operações decorrem em Cabinda, para privar de emprego aos jovens cabindas que se vêm forçados de ir a Luanda para concorrer a uma vaga existente em Cabinda. Tudo visa, desestabilizar a juventude cabindesa e arruinar o futuro da nação cabindesa. Pois, esses jovens postos em Angola perdem-se no meio da burocracia do sistema do regime do MPLA e acabam por ver-se sem recursos financeiros para a sobrevivência e por vezes impossibilitados de regressar a Cabinda. E, por várias razões acabam perdendo-se em Angola, sem apoios nem orientação, enquanto os jovens angolanos, familiarizados com o Sistema do MPLA em Luanda, vêm preencher as vagas em Cabinda. Eis uma inovação do regime do MPLA para catalisar a desestabilização da nação cabindesa, destruindo o futuro dos seus jovens.

Os Cabindas vivem miseravelmente no território tido como um dos mais ricos da África e debilitada em todas esferas da vida (saúde, habitação, educação, emprego, etc.), porém os governantes angolanos do MPLA afirmam ironicamente que Cabinda é privilegiada… Na miséria? O povo de Cabinda jamais reencontrou a paz e vive em condições degradantes no que concerne à sua segurança, e desenvolvimento humano e social, por causa das suas reivindicações como povo e nação em termos de autodeterminação, e descriminado até no usufruto dos recursos do seu subsolo, que Deus lhe deu.

Cabinda é vítima das vicissitudes do regime do MPLA quando o mundo reconhece que o direito à ‘Liberdade’ é eterno e universal; e os povos e lideres do mundo desenvolvido reconhecem a sua obrigação de posicionar-se do lado certo da história, para defender a dignidade de cada ‘ser humano’, ser a voz dos sem voz, e prometem não abandonar os povos que lutam pela liberdade.

Povo de Cabinda, o mundo está silencioso mas não de todo indiferente porque acompanha e regista todos os acontecimentos que ocorrem em Cabinda; pelo que cabe agora aos Cabindas em todos os quadrantes do mundo de engajarem-se positivamente para fazer com que o mundo desenvolvido passe da posição passiva de observação e de registos a outra mais activa de interpelação.

As ultimas manifestações projectadas pela juventude cabindense e acedidas pela população de Cabinda em geral, para exprimir o seu desagrado à condição a que está sujeita, e vetada pelo regime do MPLA em violação das suas próprias leis, demonstra bem claro o pânico e desespero no seio do regime do MPLA, que não hesitou em desdobrar a sua máquina repressiva para impedir que se realizassem, não obstante serem pacíficas. Isso constitui um sinal de inquietude que transcende o impedimento de uma simples demonstração popular pacífica, que o tempo se encarregará de interpretar.

Outrossim, confirma inequivocamente a crescente intolerância de um regime que se diz democrático, que na verdade não é, e quer confundir o mundo usando falácias de que a questão de Cabinda é interna e foi encontrada a solução sob o memorando de Namibe. Quando, na verdade, isso foi unanimemente rejeitado pelo Povo de Cabinda. O regime do MPLA não é capaz de usar da civilidade para ouvir uma mensagem popular pacífica e comum dos Cabindas, como pode clamar que está em paz com o povo de Cabinda

Portanto, é imperativo que o regime do MPLA considere a libertação de todos os jovens detidos em Cabinda incluindo os doutores: José Marcos Mavungo e Arão Tempo, que foram acusados de instigar a manifestação abortada pelo seu aparato de segurança. Além disso, deve libertar todos os presos políticos e activistas cívicos de Cabinda que estão encarcerados pelo regime do MPLA como gesto de mudança de atitude e de boa vontade, e iniciar o diálogo honesto e transparente que visa encontrar a solução duradoura da questão de Cabinda. O regime do MPLA sempre teve planos de guerra, de desestabilização e de cooptação de consciências fracas para Cabinda, mas nunca teve um plano genuíno de paz que os Cabindas tanto anseiam.

É princípio assente que tudo que transcende as normas básicas da civilidade viola e periga os fundamentos da dignidade e dos direitos humanos. Esses são aspectos que ultrapassam os limites fronteiriços e a soberania dos estados, pois a defesa da espécie humana justifica a determinação da comunidade internacional para prevenir qualquer tratamento cruel e degradante à dignidade humana contra povos indefesos de que a humanidade ainda detém frescas e horríveis memórias. Em sintonia com essa ideia, o povo de Cabinda espera do mundo civilizado uma tomada de posição para ajudar a encontrar a solução duradoira às reivindicações do povo de Cabinda, porque o regime do MPLA não está interessado e, por isso, não é capaz de faze-lo.

Diz-se que, ‘a história está sempre presente nos assuntos globais e conflitos em todas as regiões. Os eventos não acontecem sem razão. Eles estão enraizados em grandes narrativas de imperativos e constrangimentos que determinam os resultados de amanhã. Os políticos podem assinar tratados, memorandos e fazer declarações de acordo aos seus interesses e ignorar a verdade; os mapas podem ser periodicamente redesenhado; mas a geografia continua a ser uma força silenciosa, sempre presente, que impulsiona as necessidades e comportamentos das nações. É, em essência, o livro de regras da história’. Portanto, a Comunidade Internacional não deve ignorar o perigo existencial ao qual o povo de Cabinda está exposto pelo regime do MPLA, que não pensa de Cabinda como Povo e Nação intitulada à dignidade e direitos claramente reflectidos na Declaração Universal dos Direitos Humanos e dos Povos. O regime do MPLA só olha para Cabinda na perspectiva dos recursos do seu subsolo.

O povo de Cabinda está indefeso, mas não cederá aos planos do MPLA de desestabilização do povo Cabindês porque a luta dos Cabindas é justa. O MPLA deveria fazer um esforço de abraçar a linguagem pacífica e agir de forma a promover e privilegiar o diálogo honesto e construtivo com os Cabindas, e acabar com todas manobras dilatórias que em nada ajudam a solução da questão de Cabinda. Para que isso aconteça exortamos as pessoas iluminadas de Angola e a sociedade civil de agir activamente, porque o que agora parece ser apenas bom para os Cabindas será também bom para todos Angolanos em geral.

O Fórum Liberal para a Emancipação de Cabinda não consegue ver de que prisma o regime do MPLA clama ter resolvido o problema de Cabinda, quando o seu esforço continua direccionado em como conseguir desestabilizar a nação cabindesa sob o olhar passivo do mundo livre como método de acabar com as reivindicações do pacifico povo de Cabinda.

 

VIVA O POVO DE CABINDA

 

Actualizado em Domingo, 14 Junho 2015 20:11
 

Doação

Sim, eu gostaria de ajudar a expressar a situação difícil do povo reprimido e marginalizado de Cabinda.

O Fórum Liberal para a Emancipação de Cabinda é uma organização sem fins lucrativos e apoia-se nas contribuições dos seus membros, subvenções e doações de pessoas e organizações filantrópicas amantes da paz, que entendem o jugo das populações que representamos para suportar o seu trabalho e actividades. A sua doação seria uma contribuição bem-vinda para permitir-nos de continuar assistindo as justas e pacíficas aspirações do povo de Cabinda, e promover os seus direitos humanos e o seu direito a autodeterminação, procurar uma solução não violenta para o conflito de Cabinda que afecta o povo de Cabinda e trazer a paz e a segurança para todos no território.