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Negociações ou Farsa? PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Terra Cabinda   
Quinta, 23 Outubro 2014 21:31

 

 

Negociações ou Farsa?

O governo do MPLA continua com o seu jogo de retardar a tão ansiada solução duradoira sobre o diferendo que opõe Cabinda e Angola. No entanto, os partidos angolanos da oposição usam Cabinda como mera situação para campanha eleitoral que lhes possa garantir alguns votos explorando e manipulando o sofrimento e sentimento do povo Cabinda, para assegurar alguma influencia por cada deputado que conseguirem eleger do território de Cabinda para o parlamento angolano.

Malogrado, a oposição angolana sempre saiu frustrada porque o regime do MPLA os tem também utilizado como meros instrumentos para legitimar a sua politica repressiva e de ocupação em Cabinda na medida que controla e dita os resultados que advêm de tais eleições organizadas à ponta da espingarda sobre os Cabindas que são forçados a votar no que não altera a sua condição de povo subjugado ou no mínimo aliviar o seu calvário. Tudo visa apenas a manutenção do status quo.

O regime do MPLA usa a dicotomia político-militar que consiste em utilizar alguns cabindas desavindos com a vontade do povo Cabinda para encenar negociações que tanto eles como os seus mentores conscienciosamente desconhecem a existência porque nunca foram baseados em alguma motivação genuína e muito menos tiveram agenda que desse credo a sua existência. Ao mesmo tempo, as forças do regime de MPLA vão com fulgor - raptando, prendendo sem culpa formada, assassinando e humilhando os Cabindas em todos os quadrantes do território de Cabinda e nos países vizinhos, onde os Cabindas buscam proteção. O regime de Angola passa, assim, indiretamente a mensagem aos cabindas que utiliza da severidade de qualquer desvio destes no cumprimento das ordens recebidas. Esses nossos irmãos colocaram-se numa situação que requer esforço coletivo dos Cabindas para liberta-los, pois o MPLA requer-lhes ‘continuar a fazer a sua vontade, senão seriam simplesmente aniquilados tal como aconteceu a outros tantos que já não pertencem ao mundo dos vivos’. Para o regime de Angola, ‘nada vale a vida de um Cabinda.’

As supostas negociações do MPLA são apenas uma farsa tida como estratégia para criar fissuras entre cabindas e retardar a solução do problema. Mas, o povo de Cabinda está atento a essas manipulações e tem sabido distinguir, atempadamente, ‘o joio do trigo’ e assumir uma atitude responsável e indefetível refletido na calma e bom senso de como lida com esses irmãos cabindas que por vezes se tornam desafiantes e hostis ao seu povo, simplesmente, para agradar aos seus patrões. O certo é que as suas consciências os acusam porque a causa popular é justa e certamente triunfará, com uma solução dignificante para todos

O mundo é testemunha do calvário dos Cabindas, e, ainda que haja quem considere Cabinda como província de Angola, deve saber que o povo de Cabinda vive sob repressão e só por isso, deve dizer e fazer algo em defesa dos indefesos, nisso inclui-se os próprios angolanos porque só isso justificaria que eles consideram os Cabindas como angolanos e quiçá justificar a espoliação dos recursos daquele território que nem aos angolanos beneficiam porque se fosse, Angola já não estaria nas condições em que se encontra, seria um paraíso para o seu povo. Não cremos que o calvário do povo de Cabinda contente algum humano de mente sã.

A palavra de Deus ensina-nos que : ‘… se ouvires que em alguma província há repressão, saibam que ali atentam os olhos de Deus… (Eclesiastes 5:8) ’. Isso interpela todo Cabinda e todo homem consciente. Cremos ser também de grande importância para os angolanos e todos os amantes da paz e do progresso.

Os Cabindas sempre existirão enquanto houver vida neste planeta terra, assim como a sua historia é indelével, e não cremos que o mundo continuará silencioso, para sempre, quanto à sorte dos Cabindas. No entanto, os regimes sucedem-se com todas suas nuances e, só Deus é imutável e detém o controlo do futuro.

Ė chegado o momento de dar-se uma imagem e definição política genuína que reflete a essência da Causa Cabindense e abandonar o mercantilismo político sobre o sofrimento do povo Cabinda, sob capa de falsas negociações que nunca resultam em nada e nem dignificam os seus mentores.

O Fórum Liberal para a Emancipação de Cabinda crê numa solução política e dignificante para a questão de Cabinda e exorta o Povo de Cabinda a não acreditar nessa nova onda de histeria que ecoa a existência de supostas negociações quando, na verdade, nada existe. É apenas mais uma farsa. Diz-se que, ‘as negociações verdadeiramente não começam até que as partes entendam da existência do impasse para os seus egoísticos propósitos que não são necessariamente militares, mas políticos que ditaram o conflito’. Isto é algo que há muito os Cabindas entenderam e que o regime do MPLA ainda tem dificuldades em entender – razão pela qual continua apostado em dizimar os Cabindas. O MPLA insiste na razão da força materializando a máxima ‘se não aceitas a subjugação, serás aniquilado’.

Não se duvida no facto de que todas forças vivas de Cabinda têm um denominador comum que os une em torno da causa, nomeadamente: a autodeterminação e dignificação do Povo de Cabinda. Qualquer desvio a este mantra não serve o interesse do Povo de Cabinda, mas sim pessoal, e deve ser rejeitado por ser nocivo aos interesses da Nação Cabindense

A Grã-Bretanha, mais uma vez, deu ao mundo uma lição do que é a democracia e demonstrou que a evolução da humanidade já não permite que os povos ou nações se sujeitem pela força, porque há mecanismos para a resolução dos diferendos com a realização do referendo de autodeterminação da Escócia após um período bem-sucedido de devolução do poder à Escócia que aderiu voluntariamente à união há três (3) séculos. Se isto é naturalmente admitido para povos que já exercem um certo nível de autodeterminação em uniões voluntárias, cremos que nada pode impedir neste século XXI que os povos ou nações oprimidas sob ocupação estrangeiras sejam negados o direito de autodeterminação, e, ao invés expostos ao extermínio.

Com um pouco de humanismo e de boa vontade, o regime de Angola poderá engajar-se para encontrar uma solução que lhe dignifique a todas partes em Cabinda, em vez de persistir na corrupção e utilização de indivíduos que não podem apagar o sonho dos Cabindas – o seu direito à autodeterminação.

 

Viva o Povo de Cabinda, Unidos, Venceremos!

 

 

 

 

Actualizado em Sábado, 25 Outubro 2014 21:40
 

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